Economia crescerá pelo menos 2% em 2020, diz Paulo Guedes, ministro da Economia

16/01/2020


A economia crescerá pelo menos 2% em 2020, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em entrevista coletiva para fazer o balanço econômico de 2019, o ministro se disse otimista com a evolução da economia e afirmou que as reformas estruturais para reduzir os gastos públicos estão começando a dar frutos.

“O PIB crescerá no mínimo 2% em 2020. Essa é uma estimativa conservadora da nossa parte. Acreditamos que a economia crescerá pelo menos o dobro do ano passado. Se 2019 fechar com 1,2% [de crescimento do PIB], [a economia] crescerá 2,4% em 2020”, explicou o ministro. Na última edição do boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, os analistas de mercado acreditavam em crescimento de 1,12% do PIB em 2019 e de 2,25% em 2020.

Para Guedes, o crescimento da economia brasileira próximo de 1% em 2019 não foi surpresa. Em janeiro passado, o boletim Focus tinha previsto expansão de 2,53% da economia para tal ano, mas o ministro disse que as expectativas só começaram a ser ajustadas após a aprovação da reforma da Previdência, essencial para que os juros de longo prazo caíssem, o que resultará em taxas baixas para os próximos anos.

Segundo Guedes, a economia de R$ 800 bilhões para a União nos próximos dez anos proporcionada pela Reforma mostra que o Congresso está comprometido com as mudanças estruturais da economia e que a Previdência, com gastos em torno de R$ 700 bilhões por ano, era a principal fonte de desequilíbrio fiscal.

O ministro destacou que a aprovação da reforma da Previdência levou à diminuição dos juros da dívida pública, o segundo maior gasto federal, que consome cerca de R$ 400 bilhões por ano. Além das mudanças na Previdência, Guedes destacou a devolução de recursos de bancos públicos para o Tesouro e as privatizações de subsidiárias de estatais como fatores que ajudaram a reduzir as despesas com juros e a segurar o endividamento público.

A terceira fonte de controle dos gastos públicos que o ministro prometeu é a redução das despesas com o funcionalismo público, que custam em torno de R$ 300 bilhões por ano. Segundo Guedes, a não reposição de servidores que se aposentam ou saem do governo reduziu o número de funcionários federais de 640 mil em janeiro para 610 mil agora. Além disso, ele citou o congelamento dos salários, previsto no pacto federativo, como instrumento para controlar a folha de pagamento.

Fonte: EBC



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