Novo pacote de elétricas atrai estrangeiros

08/11/2019


Depois da venda das distribuidoras da Eletrobras no ano passado, um novo pacote de privatizações de elétricas se avizinha, desta vez em âmbito estadual. Em estágio mais avançado estão os processos das CEEE Companhia Estadual de Energia Elétrica (RS), CEB Companhia Energética de Brasília (DF) e CEA Companhia de Eletricidade do Amapá (AP). Em um passo mais atrás, está a desestatização da Cemig Companhia Energética de Minas Gerais (MG), que demandará mais esforço político do governador mineiro Romeu Zema, já que a companhia é uma espécie de “Petrobras” dos mineiros.

Considerando os dados das quatro estatais estaduais, estão em jogo um mercado de 11,4 milhões de clientes e um parque gerador de mais de 8 mil megawatts (MW) de capacidade, com uma força de trabalho de 10,7 mil empregados.

O caso da Cemig é, de fato, bem mais delicado. Além da aprovação na Assembleia Legislativa, de acordo com a Constituição estadual, a privatização da elétrica precisa passar por um referendo popular. O governo mineiro trabalha em uma proposta de emenda à Constituição para revogar a necessidade do referendo. Ao Valor na última semana, o governador Romeu Zema reafirmou o plano de desestatizar a Cemig.

Na outra ponta, entre os potenciais compradores, o presidente mundial da Enel, Francesco Starace, disse que uma potencial aquisição da CEB “faria sentido” para o grupo. Isso porque haveria sinergia com a goiana Celg, adquirida em 2016, por R$ 2,2 bilhões. “Não é um mercado em que podemos simplesmente decidir comprar, alguém tem que vender. Não sabemos o que haverá no mercado em 2020 no Brasil. Poderia ser [a distribuidora de] Brasília. Vamos olhar as oportunidades”, afirmou Starace, em evento em São Paulo.

Fonte: Valor Econômico



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