O vinho nos mercados emergentes: Itália em quarto lugar

17/04/2017


É somente quarto lugar para o vinho italiano nos mercados emergentes, os mais interessantes países importadores do Sudeste Asiático, Médio Oriente, ex União Soviética, América Latina e África, objeto da análise conduzida pelo Osservatorio Paesi terzi de Business Strategies e Nomisma Wine Monitor e comunicada durante o Vinitaly, a feira internacional líder mundial do setor de vinhos.

De acordo com os dados analisados pelo Observatório, enquanto a Itália consigue ganhar a liderança somente no mercado russo (29%) e na Ucrânia (29%), o vinho francês domina o bloco do Médio Oriente (Israel e Emirados Árabes Unidos), Nigéria, mas especialmente em 4 dos 7 países emergentes da Ásia (China, Coreia do Sul, Taiwan e Tailândia), onde a China expressa, por si sozinha, o 50% da procura global de vinho dos 19 países (+ 1.856% ao longo dos últimos 10 anos).

19 mercados

Em detalhe, China, Costa do Marfim, Coreia do Sul, Moçambique, Filipinas, Nigéria, Malásia, Brasil, Tailândia, México, Taiwan, Ucrânia, Vietname, Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Israel, Rússia e Angola, 19 mercados que em 2016 compraram vinho para 4,25 bilhões de euros, aumentando a própria demanda de 298% comparando com os valores de 2006. A Itália exportou no ano passado 466 milhões para esses países, ocupando o quarto lugar entre os maiores exportadores, com uma cota de mercado de 11% (no cenário mundial de vinho está em segundo lugar com 21%).

Em bem outros níveis as dimensões da França, que com 33% e 1,4 bilhões faz três vezes mais da Itália, seguido pela Austrália (15%, 620 milhões) e Chile (12%, 501 milhões). O ranking não melhora olhando para a taxa de crescimento: o + 373% italiano registrado na última década não está mantendo o ritmo com o aumento da Nova Zelândia (+ 921%) e da Austrália (+ 881%), nem com o ritmo da África do Sul (+ 516%), França (+ 434%) e do Chile (+ 379%).

Segundo Silvana Ballotta, Diretor Executivo da Business Strategies, para manter-se com a nova geografia do mercado o vinho italiano deve reforçar o compromisso com a internacionalização, com uma abordagem sinérgica, envolvendo uma parceria comercial ativa e orientada, mas também trabalhando com instituições governamentais para o desenvolvimento de acordos bilaterais através da União Europeias. Nesses mercados, onde o vinho italiano é ainda pouco conhecido, as ações de promoção são essenciais e devem se concentrar em uma marca guarda-chuva que possa reforçar todos os elementos-chave do Made in Italy”.

Os australianos com o turbo

Além da liderança francesa, que domina em maneira transversal no mundo todo – explica Denis Pantini, chefe do monitor de vinho Nomisma – nos mercados emergentes os vinhos do Hemisfério Sul (Austrália e Chile, em particular) estão crescendo mais do que os italianos. Entre os fatores que os tornam mais competitivos há o maior tamanho das empresas exportadoras, a notoriedade das variedades dos vinhos (internacionais) e as facilitações na entrada determinadas por acordos de livre comércio, como no caso do Chile, que permitem a importação sem taxas alfandegárias para muitos desses países.”


Para as empresas italianas que queiram divulgar os próprios vinhos no Brasil, a Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro realizará o Spazio Italia na feira Expovinis 2017, a maior feira do setor vinícola na America do Sul, que acontecerá em São Paulo de 6 a 8 de Junho de 2017.

Para participar: http://camaraitaliana.com.br/?p=1573


Fonte: Il Sole 24 Ore



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