Focus On – Brasil: a luz no fim do túnel?

29/11/2016


A história recente não favorece o otimismo.  O país, ao qual foi concedida a organização da Copa do Mundo do 2014 e das Olimpíadas do 2016, não conseguiu transformar o boom econômico de 2010, estimulado pelas matérias-primas, em um crescimento sustentável. Em 2015, o país entrou em recessão com uma retração de 4% do PIB, e 2016 parece ser um ano igualmente difícil. Os primeiros sinais de recuperação econômica são previstos para 2017.

Às  condições econômicas adversas se agrega o problema da corrupção. Enquanto a Operação Lava-Jato envolve gigantes brasileiras como a Petrobras e a Odebrecht, no âmbito governamental, o impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff levou à sua destituição e à posse como Presidente de seu vice, Michel Temer.

É preciso fazer uma distinção entre as estratégias a serem adotadas no país no curto e médio-longo prazos. Os pontos fortes são variados: o Brasil possui diversificação razoável da estrutura econômica, ampla disponibilidade de recursos naturais, renda per capita médio-alta em comparação aos demais países emergentes, sistema financeiro sólido, além de reservas cambiais saudáveis e uma relação dívida externa / PIB controlada, fatores que o protegem de possíveis choques externos.

Por um lado, as dificuldades enfrentadas pelo país nos últimos anos determinaram uma inevitável diminuição da confiança por parte das famílias e empresas, com um impacto nas exportações italianas para o Brasil, que, em 2015, decresceram 17,4%. Por outro lado, as previsões da agência de crédito para exportação SACE para o triênio 2017-19 permitem vislumbrar uma luz no fim do túnel, com uma taxa média de crescimento anual de cerca de 3%.

Os setores mais dinâmicos nos próximos anos deverão ser o da mecânica instrumental (empregada nas indústrias alimentícia, têxtil e de vestuário, embalagens, trabalho com metais, vidro, plástico e pedras naturais), o de transportes, as indústrias têxtil e de vestuário e os produtos químicos e farmacêuticos.

Contudo as empresas que desejarem atuar no país não devem subestimar alguns gargalos estruturais: carência de mão de obra qualificada, baixa produtividade, inadequado nível de instrução, políticas protecionistas excessivas e incerteza jurídica em matéria econômica.

Fonte: Sace.it



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