Rumo a um novo decreto energético na Itália: descubra as simplificações para favorecer as energias renováveis

27/04/2022


Conter os aumentos nas contas, combustível e materiais é o objetivo para o qual o governo está trabalhando na perspectiva do próximo Conselho de Ministros previsto para quinta-feira, 28 de Abril. A cúpula no Palazzo Chigi, na presença do primeiro-ministro Mario Draghi, que testou negativo ao Covid, pode dar luz verde ao decreto de 6 bilhões no total com ajuda para famílias e empresas e um pacote de energia que impulsiona as energias renováveis. Se especula que o decreto que está chegando pode se dividir em duas medidas a serem aprovadas em momentos diferentes, mas esse não é o objetivo do Palazzo Chigi, que pretende fechar tudo na quinta-feira ou durante a semana.

Novo passo para o desenvolvimento da produção eólica e fotovoltaica

No pacote energético, destaque para a racionalização dos processos de autorização da produção eólica e fotovoltaica, a partir do Sul. Em Porto Empedocle (Agrigento) a superintendência suspendeu o projecto de um novo regaseificador. Uma solução que está sendo avaliada é a exclusão dos projetos Argo e Cassiopea da Eni, precisamente na Sicília, das áreas proibidas para atividades extrativas.

O ministro da Cultura Dario Franceschini está trabalhando nas regras. Os tempos com que as regiões e superintendências emitem as autorizações são de fato longos. Já o decreto de lei, definitivamente aprovado pelo parlamento, previa a extensão da possibilidade de criação de sistemas para autoconsumo a até 10 quilômetros do usuário em questão e procedimentos simplificados também para sistemas fotovoltaicos flutuantes – bem como, de forma mais geral, para instalações médias-pequenas -, cuja posição correcta do ponto de vista ambiental será identificada por portaria do Ministério da Transição Ecológica, em concertação com Mims e Mef, a emitir no prazo de 90 dias a contar da entrada em vigor da lei que converte o Decreto.

As hipóteses para se libertar da dependência do gás russo

Por outro lado, não haveria hipótese de nomeação de um comissário de energia, esclareceram fontes do governo. Para se libertar da dependência energética de Moscou, a Itália está explorando muitas maneiras: da energia geotérmica aos parques eólicos flutuantes, da maximização (temporizada) da produção de usinas de carvão existentes até uma política de economia de energia.

Fonte: Il Sole 24 Ore



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